A Evolução da Vasectomia - Hospital Urológico de Brasília - Asa Sul - Brasília/DF

A Evolução da Vasectomia

A Evolução da Vasectomia - Hospital Urológico

Pesquisadores da Universidade de Adelaide na Austrália estão desenvolvendo uma nova técnica de Vasectomia. A principal razão para esta pesquisa é o aumento da incidência de cirurgias para a reversão da Vasectomia, ou seja, pacientes que fazem a cirurgia para se tornarem estéreis e por algum motivo desejam reverter o processo e se tornarem férteis novamente.

A cirurgia de reversão é possível e com o desenvolvimento das técnicas de cirurgia microscópica a incidência de sucesso aumentou significativamente, porém não é 100% e obriga o paciente a se submeter a uma cirurgia muito mais complexa que a simples vasectomia.

Os pesquisadores australianos imaginaram a criação de um dispositivo valvular que se abre ou fecha através da emissão de ondas de radio-freqüência.

O dispositivo é colocado dentro do tubo deferente – tubos que ligam os testículos a uretra. Este dispositivo valvular quando fechado, bloqueia a passagem dos espermatozóides. Quando aberto permite sua passagem. Este dispositivo é pois uma alternativa interessante para a vasectomia clássica onde se corta e amarra-se o deferente.

O dispositivo valvular é feito de um polímero de silicone, com baixo índice de rejeição e seu controle de abrir ou fechar é realizado através de ondas de rádio. Para tanto basta o paciente colocar o dedo sobre o dispositivo e acionar o controle remoto para abrir a válvula.

Será como ligar ou desligar uma TV pelo controle remoto, afirmam os pesquisadores, “exceto que a abertura da válvula só será feita pelo médico assistente a fim de salvaguardar gravidez acidental ou potencial defeito do dispositivo.”

Pa assegurar o dispositivo contra ativação acidental, ele trabalha com um sinal de radio-freqüência com um único código similar aos controles remotos colocados nos automóveis.

Uma grande vantagem do dispositivo é que sua colocação não requer uma cirurgia aberta como a vasectomia. Sua colocação é feita através da punção do tubo deferente com uma agulha hipodérmica e passagem do dispositivo, que mede apenas 800 micron, através desta. O procedimento será feito no consultation médico.

A pesquisa está atualmente sendo terminada e logo o dispositivo deverá estar disponível para uso.